Presidente Nacional do Podemos diz que reformulação do partido na Paraíba ocorreu de “forma natural”, em consenso e após escolha de Veneziano pelo MDB

16/07/2021
Foto: Reprodução
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 A deputada Federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, amenizou o avanço da crise política gerada pelo processo de reformulação do comando do partido no Estado da Paraíba. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (16), à Rádio Arapuan FM, a parlamentar afirmou que a mudança na presidência da legenda e na composição da Executiva Estadual ocorreu em consenso, com objetivo de crescimento da legenda e pela continuidade na base de apoio do governador João Azevêdo (Cidadania) nas eleições de 2022.

Segundo Renata Abreu, a mudança no comando do Podemos já estava prevista desde o mês de fevereiro, mas que precisou ser antecipada, principalmente, após a decisão do senador Veneziano Vital do Rêgo de assumir o comando do MDB.

“Na verdade, essa não foi nem uma decisão do Podemos, foi do próprio grupo do Veneziano [que comandava o Podemos na Paraíba]. Ele é muito amigo meu, tenho um carinho gigante por ele e pela Ana [Cláudia Vital, esposa], que foi a nossa candidata a deputada federal, mas com ele assumindo o comando do MDB, é natural que tenha um processo de estruturação do grupo [político] dele junto ao MDB”, explicou.

 

Renata Abreu disse ainda que toda a comissão executiva estava ciente das mudanças no comando do Podemos. Ela afirmou que esteve recentemente na Paraíba, e que conversou sobre as alterações com o ex-presidente estadual do partido, o e ex-vereador de Campina Grande, Galego do Leite; com a secretária do Desenvolvimento de Articulação Municipal do Estado da Paraíba, Ana Cláudia Vital do Rêgo, que era vice-presidente da legenda; e com deputados estaduais do partido. “Todos sabiam que a comissão provisória estadual estava inativada”, disse.

SÓLIDO NA BASE

Renata Abreu ainda negou a informação que circula nos bastidores de que a mudança no Podemos ocorreu por força e articulação da área política do governo estadual. Segundo ela, o partido já era da base governista, e assim vai permanecer. “A ideia era não gerar trauma para nenhum grupo político do Podemos aí no Estado, que permanece alinhado com o governador”, disse.

“Eu fui para a Paraíba pedir o apoio do governador para a [re-]construção do Podemos, porque nós estávamos com a provisória inativada. Em nenhum momento, o governador nos procurou querendo pegar o partido, pelo contrário, foi um ato meu enquanto presidente, de ir ao Estado. Estive com a Ana, estive com o Galego e com os nossos deputados estaduais para entender o cenário de como estaria o partido com essa migração do Vené para o MDB. Pedi a ajuda dele [João Azêvedo] para estruturar uma chapa local, e, no convencimento, consegui garantias para que ele nos ajudasse a estruturar uma chapa boa para eleger deputados estaduais e federais”, afirmou.

INSATISFAÇÃO DE VENEZIANO E ANA CLÁUDIA

Renata Abreu ainda minimizou a possível insatisfação do senador Veneziano Vital do Rêgo e de sua esposa, Ana Claudia Vital do Rêgo, pela mudança no comando do Podemos.

 

“Quando eu estive aí [na Paraíba], eu conversei muito com a Ana, que é minha amiga, e perguntei se permaneceria no partido, mesmo com a ida de Vené para o MDB. Ela foi muito enfática comigo, disse que gostaria muito, mas que não poderia garantir porque não saberia como ia ficar com Veneziano no MDB. Então não houve essa questão de tirar o partido do grupo A ou grupo B. Acho que faz parte do processo político, assim que o líder assume o comando de um partido, que todo grupo migre junto com ele”, concluiu.



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