Wallber Virgulino diz que políticos contrários à decisão dos EUA sobre PCC e CV têm ligação com facções e critica combate ao crime em Cabedelo

Por Roberto Notícias Por Roberto Notícias - 31/05/2026 13:19 - 67230
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O deputado estadual Wallber Virgolino (PL) afirmou que a falta de uma política nacional efetiva de segurança pública permitiu o fortalecimento das facções criminosas no Brasil e sua infiltração em diferentes esferas de poder. Em entrevista ao programa Liga 360 Debate, nesta sexta-feira (29), o parlamentar criticou governos das últimas décadas e classificou como “amadora” a condução do combate ao crime organizado.

Segundo Wallber, nenhum presidente da República apresentou um plano consistente para enfrentar a criminalidade.

“Me mostre um plano de Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula novamente. Não existe. São pessoas erradas nos lugares errados. Os ministros da Justiça que passaram por esses governos nunca combateram o crime organizado. Entrei na polícia em 2005 e, de lá para cá, não vi nenhuma ação concreta para enfrentar as facções”, declarou.

O deputado também comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para ele, a resistência de parte da classe política à medida estaria relacionada a vínculos com o crime organizado.

“A classe política não quer essa classificação porque está envolvida. Governador, senador, deputado, vereador ou prefeito quer que os Estados Unidos investiguem? Não quer, porque sabe o que pode acontecer”, afirmou.

Ao abordar a situação da segurança pública em Cabedelo, Wallber disse que alerta desde 2022 sobre a atuação e o monitoramento promovidos por facções criminosas no município. Ele atribuiu o agravamento do problema à omissão de órgãos responsáveis pelo enfrentamento da criminalidade.

“Desde 2022 eu denuncio essa situação. Vieram perceber só agora. Houve omissão do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Civil e da Polícia Militar. Cabedelo chegou a esse ponto porque ninguém agiu. A cidade não tem 20 traficantes e, mesmo assim, o problema não é resolvido. Falta vontade e profissionalismo”, concluiu.

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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80 



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