Com repercussão do caso Kelton, Abracrim emite nota repudiando ataques e pede respeito a advogados criminalistas

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 14/09/2021 18:34 - 30902
Foto: Reprodução
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 A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas na Paraíba (Abracrim-PB) lamentou os ataques pessoais e ameaças de morte que profissionais da defesa técnica de Ruan Ferreira, motorista que provocou a colisão que matou o motoboy Kelton Marques, vêm sofrendo. Em nota, a entidade ressalta que as atitudes são inadmissíveis e intoleráveis.

“Ataques pessoais e criminosos dessa natureza, motivados apenas pelo exercício profissional da advocacia, atingem toda a coletividade, na medida que prejudicam a luta e a defesa pelos direitos e garantias fundamentais de todo cidadão”, diz trecho do documento, assinado pelo presidente da Associação na Paraíba, Rafael Vilhena Coutinho.

A Associação argumenta que o direito de defesa compõe a base do estado democrático de direito e é premissa básica do processo civilizatório. Também na nota, a Abracrim garante que irá acompanhar o caso para que seja garantido o livre exercício de defesa, assim como a integridade física e moral dos advogados.

Confira nota na íntegra:

 

 

“A Abracrim-PB vem acompanhando, através de seu presidente e demais diretores estaduais, os desdobramentos do fatídico acidente que culminou com a morte do motoboy Kelton Marques, de 33 anos.

 

Após o fato, toda a sociedade paraibana foi tomada por profunda tristeza e lamento em relação a esta tragédia. De igual maneira, inúmeras foram as manifestações de indignação e revolta quanto ao acusado do crime em debate. Ocorre que, após a constituição da defesa técnica por parte do investigado, esta associação tomou conhecimento que os advogados constituídos vem sofrendo ataques morais e até ameaças de morte pela internet. Nesse sentido é fundamental afirmar que referidas atitudes são absolutamente inadmissíveis e intoleráveis. O direito de defesa compõe a base do estado democrático de direito e é premissa básica do processo civilizatório. Ataques pessoais e criminosos dessa natureza, motivados apenas pelo exercício profissional da advocacia, atingem toda a coletividade, na medida que prejudicam a luta e a defesa pelos direitos e garantias fundamentais de todo cidadão.

 


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